Educação debate municipalização da rede estadual

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A discussão sobre a possível municipalização de duas escolas de ensino fundamental mobilizou a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) a convocar uma reunião extraordinária, na tarde de hoje. Pais e professores das escolas estaduais Plácido Xavier Vieira e Albano Schmidt reclamam aos vereadores da falta de informações sobre a possível mudança na gestão das unidades, para eles a municipalização seria feita ainda esse ano. A supervisora de educação básica do estado, Evelise Martins explicou que as tratativas sobre a municipalização ainda são preliminares, “não há nada acertado ainda”, disse. Ela admite que a intenção do governo estadual é transferir a gestão das escolas de ensino fundamental para o município, porém garante que essa mudança será feita de forma gradativa e terá todo o suporte do governo estadual. Evelise também garantiu que mesmo que a mudança ocorra às escolas continuarão mantendo o ensino em tempo integral por um ano, para que os pais tenham tempo para se adaptar a uma nova rotina.

A informação foi confirmada pela gerente de educação do município, Raquel de Queiroz, ela afirma que as discussões ainda estão no início e garantiu que todos os cuidados serão adotados para que ninguém seja prejudicado. A coordenadora regional do Sindicado dos Trabalhadores da Educação (Sinte), Clarisse Erhardt ficou satisfeita ao saber que ainda não tem nada definido e posicionou-se contra a municipalização das escolas. Para ela, também é responsabilidade do estado a educação fundamental e não é transferindo a gestão para o município que os problemas da educação serão resolvidos. Os vereadores da Comissão também se mostraram aliviados com a informação de que as conversas estão no início.

O vereador Alodir Alves de Cristo acredita que o processo de municipalização é irreversível, mas avisa que tem que ser feito por etapas, pois o município não tem condições de receber tudo de uma vez. Já a presidente da Comissão, a vereadora Dalila Rosa Leal afirmou que o debate tem que passar pelo legislativo e disse que a Comissão de Educação sempre estará a disposição para debater esse assunto.

Foto: Sabrina Seibel