O pedido do vídeo foi motivado por conta de depoimentos já tomados pela CPI, que criticavam a referida audiência pública. Na semana passada, o ex-presidente da Companhia Águas de Joinville, Henrique Chiste Neto, declarou que questionamentos que envolviam as interferências na obra (tubos de água, esgoto, gás e instalações elétricas que passam pelas áreas afetadas) não eram respondidos com a devida atenção pelos representantes do Poder Executivo. Em outro depoimento, também na semana passada, o empresário Osni Piske, morador de região afetada pela obra da macrodrenagem, classificou a audiência pública como “superficial”.

Presidente da CPI, Wilian Tonezi (Patriota) comunicou que os técnicos da comissão estão fazendo uma verificação legal para confirmar se a Prefeitura tinha obrigação de manter o material da audiência pública. Embora o vídeo solicitado não tenha sido entregue aos vereadores, foram disponibilizados um álbum com fotografias de audiência pública e uma lista de presença do evento.

Ausências

A CPI tinha na programação desta manhã depoimentos de engenheiros da Caixa Econômica Federal, instituição que financiou parte da obra e que teria dado anuência para o projeto de macrodrenagem. Entretanto, os convocados não compareceram. Juliano Trevisan justificou a ausência com o envio de atestado médico. Mário Ivo não foi localizado pela comissão e nem mesmo teve o sobrenome “desvendado” pela secretaria da comissão.

O outro convocado para depor, Eduardo Régua, que foi ocupante de cargos na Prefeitura de Joinville durante o período de elaboração do projeto da macrodrenagem, alegou ter compromisso profissional já agendado no Espírito Santo. Em justificativa encaminhada à CPI, Régua disse estar à disposição dos vereadores por meio de videoconferência. Os três convocados foram citados em outros depoimentos já colhidos pela CPI.

Sobre as ausências, Wilian Tonezi salientou que a CPI pode intimar judicialmente o depoimento de uma pessoa que não comparecer depois de duas convocações dos vereadores.

A CPI

A CPI foi constituída na primeira sessão extraordinária do ano, em 18 de janeiro, para apurar irregularidades nas obras de macrodrenagem do afluente do Cachoeira, iniciadas em 14 de junho de 2014. O prazo de conclusão dos trabalhos é de 60 dias úteis, podendo ser prorrogado por mais 45 dias. Fazem parte da comissão Wilian Tonezi (Patriota), presidente, Neto Petters (Novo), secretário, Diego Machado (PSDB), relator, e os vereadores Claudio Aragão (MDB) e Luiz Carlos Sales (PTB), membros.


Texto
Jeferson Luis dos Santos
Foto
Mauro Artur Schlieck
Edição
Felipe Faria


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