Problemas na rede estadual de ensino discutidos na Comissão de Educação

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A falta de professores na rede estadual de educação, o fechamento de turmas do ensino médio noturno em Joinville, escolas interditadas, a municipalização dos Ceis (Centro de Educação Infantil) e a federalização da Univille (Universidade da Região de Joinville) foram temas debatidos na tarde desta quinta-feira, dia 17, na comissão de educação. Na sala das comissões, os vereadores Adilson Mariano, Alodir Cristo, Dalila Leal e Zilnety Nunes receberam convidados para debater os problemas na educação do Estado, que reflete no ensino municipal.

A presidente do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina), Clarice Elbredt, pontuou a falta de professores na rede estadual de ensino. Para ela, um dos principais motivos, além da baixa remuneração e motivação, é a falta dos concursos públicos. Devemos investir na qualificação dos profissionais e incentivar os estudantes, defende a professora. No entendimento de Clarice, somente os ACTs (contratação de professores temporários) não resolvem, pois muitos não são comprometidos com a educação como um todo.

Na visão do estudante Iago Paqui, presidente da Ujes (União Joinvilense dos Estudantes), o fechamento do turno noturno prejudicou muitos estudantes. O estado deve investir na infraestrutura das escolas, muitas salas de aula são extremamente desconfortáveis, superlotadas, afirma Iago. Outra reivindicação do jovem é a disponibilidade de um local adequado para as reuniões da Uje.

Queremos nos organizar para cobrar nossos direitos.

Representando a Gered (Gerência de Educação do Estado), falaram Evelise Fátima Martins, supervisora de educação básica profissional e Angela Cristina da Silva, integradora do ensino médio. Na oportunidade, foi exposto que a decisão de fechar algumas turmas do noturno seguiu o critério da economicidade. No entendimento da Secretaria de Educação do Estado, uma escola como o Conselheiro Mafra, localizada no centro da cidade, por exemplo, de 46 alunos que frequentavam o período noturno, 23 residiam em bairros diferentes, ou seja, deveriam procurar uma escola próxima de sua casa. Outra situação levantada, é referente a prioridade aos estudantes trabalhadores no ensino noturno. Nos cálculos da Gered, de modo geral, são poucos alunos do noturno que trabalham efetivamente, muitos fazem estágios. Cada caso deve ser analisado. O vereador Adilson Mariano não concorda com a lógica de economia.

Economizar é preciso, mas tratando-se de educação, devemos é investir, incentivar, garantir infraestrutura aos estudantes.

O mesmo raciocínio teve o vereador Cristo.

A educação tem que ser exemplo de eficiência. Temos que repensar o atual modelo de educação. O que queremos para a educação de Santa Catarina?

A presidente da comissão, vereadora Dalila, mostrou-se preocupada com os fatos e revelações durante a reunião. Para ela, é necessário pensar quais os reais motivos da evasão escolar, um dos principais motivos para o fechamento dos turnos noturnos. Neste sentido, ela propôs que os professores que irão ministrar aulas a noite sejam escolhidos “a dedo”. “O tratamento dado ao estudante do noturno deve ser diferenciado. Muitos já chegam estressados, cansados, assim como os professores”, salienta.{jcomments on}