“Sinta-se acolhida como filha desta terra”: Irma Kniess é Cidadã Honorária de Joinville

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A Câmara de Vereadores de Joinville acaba de outorgar o Título de Cidadã Honorária de Joinville à taioense Irma Kniess, coordenadora do Centro de Direitos Humanos (CDH), moradora da cidade desde 1984. A cerimônia foi também um presente de aniversário, já que, hoje, Irma completa 70 anos de vida.

A proposição do título foi do vereador Adilson Mariano. O parlamentar destacou que não poderia haver melhor dia para a homenagem.

“Você fez a opção de ser humana, de estar na luta pelos direitos humanos. Você rompe com a lógica que o mundo em que vivemos estabelece, na medida em que opta por ser ao invés de ter. Alguns diriam: que loucura! Eu diria: que coragem”, declarou Mariano, olhando para a homenageada.

Inúmeros representantes de movimentos sociais, de Joinville e de outras cidades, como Jaraguá do Sul, além de amigos e familiares, participaram da cerimônia, que foi realizada no átrio da Câmara de Vereadores, em função das obras de mudança do piso do plenário.

Irma Kniess sempre foi ligada à igreja católica. Iniciou o noviciado na década de 1960, em Lages. Depois, entre os anos de 1968 a 1980, atuou em Pelotas, no Rio Grande do Sul. A partir de 1980, mudou-se para Caxias do Sul, também no estado gaúcho, e passou a atuar fortemente em movimentos e pastorais sociais.

Em 1984, veio para Joinville. Seu sustento vinha do trabalho como costureira. Na época, conheceu Maria da Graça Brás, advogada do Centro de Direitos Humanos (CDH), entidade da qual Irma foi eleita coordenadora em 1992. A homenageada também desenvolve trabalhos no Movimento Ecumênico de Joinville, do qual é precursora.

Pelo trabalho social de mais de três décadas, a taioense também já foi agraciada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina com a Medalha Antonieta de Barros, condecoração anual concedida anualmente a mulheres com relevantes serviços em defesa dos diretos da mulher catarinense.

O vereador James Schroeder, que presidiu a sessão desta noite, disse que, ao conceder o título à Irma Kniess, a Câmara de Vereadores de Joinville fez justiça.

“Sinta-se, agora, acolhida como filha desta terra”, declarou e, em seguida, junto do vereador Adilson Mariano, entregou à homenageada o Título de Cidadã Honorária e, também, um exemplar do livro “Da comuna aos tempos atuais: a história do Poder Legislativo de Joinville”.

Irma Kniess agradeceu a indicação de outorga ao vereador Adilson Mariano e disse que por estes 32 anos de militância em direitos humanos deve gratidão a todos que a acompanharam neste período. Irma disse que sonha e acredita que um dia não será mais necessário brigar por direitos fundamentais garantidos pela Declaração dos Direitos Humanos, de 1948.

“Na estrada da vida, é dever dar a mão a quem está chegando, e agradecer aquele que construiu a estrada. Sozinha eu não posso fazer nada e ninguém pode fazer nada. Mas, juntos, podemos construir uma vida melhor.”

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